Vadico emerge além da parceria com Noel Rosa através da descoberta de partituras que geraram caixa de CDs

Vadico (1910 – 1962) – visto em foto feita para a revista 'O cruzeiro' – tem obra revista em 37 gravações, algumas inéditas Mário de Moraes / Divulga...

Vadico emerge além da parceria com Noel Rosa através da descoberta de partituras que geraram caixa de CDs
Vadico emerge além da parceria com Noel Rosa através da descoberta de partituras que geraram caixa de CDs (Foto: Reprodução)

Vadico (1910 – 1962) – visto em foto feita para a revista 'O cruzeiro' – tem obra revista em 37 gravações, algumas inéditas Mário de Moraes / Divulgação Selo Sesc ♫ NOTÍCIA ♬ A descoberta de 541 páginas com partituras inéditas de Vadico – tesouro encontrado nos arquivos da Southern Illinois University, em Cardondale, cidade do estado de Illinois nos Estados Unidos – tira o compositor, músico e arranjador paulistano da sombra de Noel Rosa (1910 – 1937), parceiro carioca com que Vadico compôs sambas antológicos como “Feitiço da Vila” (1934), “Feitio de oração” (1933), “Conversa de botequim” (1935) e “Pra que mentir?” (1937). A partir desse achado, o músico e pesquisador Franco Galvão reuniu partituras, fonogramas e documentos históricos – recolhidos entre acervos brasileiros e internacionais – e reconstruiu grande parte da produção de Oswaldo de Almeida Gogliano (24 de junho de 1910 – 11 de junho de 1962), o Vadico. Com base na pesquisa e na organização do acervo empreendidas por Galvão, foram reunidas 37 gravações de obra do compositor. Feitos por mais de 170 músicos, esses registros fonográficos – todos inéditos, produzidos entre maio de 2023 e fevereiro de 2025 a partir do material descoberto – foram compilados em três CDs embalados em caixa pelo Selo Sesc. O lançamento está programado programado para 31 de julho em sincronia com a edição digital dessas 37 gravações. A intenção é proporcionar ao ouvinte a apreciação de três vertentes da obra de Vadico, evidenciando a atuação do artista como o diretor musical, como instrumentista e como compositor de cancioneiro sofisticado. Com piano e arranjo de Tiago Costa, a gravação do tema “Prelúdio” (1960), por exemplo, mostra Vadico voltado para a música de concerto, destacando a formação musical erudita do artista. Já o registro do choro “Duvidoso” (1955), tocado com o piano de Hercules Gomes, foi feito com a intenção de lembrar a atuação de Vadico como pianista e diretor musical. Por fim, uma gravação inédita de “Sempre a esperar” – parceria de Vadico com Vinicius de Moraes (1913 – 1980), lançada por Elizeth Cardoso (1920 – 1990) em 1963, um ano após a morte do compositor – evidencia na voz do cantor Renato Braz a sofisticação das melodias de Vadico, um artista de fato (muito) além da célebre parceria com Noel Rosa.

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